sábado, setembro 24, 2005

 

Entrevista com Cristiane de Oliveira Freitas


Data de nascimento: 16/04/74
Onde? Bagé (RS)
Até quando morou em Bagé? Eu residi na terrinha até janeiro de 2004, quando surgiu a oportunidade de trabalho fora do Estado.
E agora mora aonde? Moro em Criciúma, Santa Catarina.
Sua Profissão ... Minha profissão é tudo de bom na minha vida! Na verdade, sou uma apaixonada pelo que faço. No dia-a-dia vivenciamos alegrias, tristezas e até grandes tragédias, algumas vezes nos tornamos pessoas frias, com um único objetivo traçado que é o de fazer a lição de casa para relatar os fatos. É preciso sempre buscar sempre o novo, o inesperado. Acomodado, é palavra que não combina com a profissão. E uma coisa que penso que ser fundamental é não ter medo do desconhecido. Vida própria, muitas vezes, se deixa de lado, mas o gratificante é a responsabilidade de ser um formado de opinião.
Como surgiu a oportunidade de sair de Bagé? Uma amiga e ex-colega de curso da Urcamp, Larissa Lara, que já morava em Criciúma há um ano comentou sobre uma vaga em um jornal local e pediu que eu mandasse o currículo. Eu tinha menos de um mês de formada, passei por uma seleção, é o mais engraçado que fui contratada para trabalhar em uma editoria esportiva. Eu acompanhava futebol, mas entender o que se passa pela quatro linhas era tudo muito remoto. Daí foi tocar a bola pra frente, conheci colegas de rádios maravilhosos que me apoiaram e me deram suporte. Hoje o profissional de comunicação tem que ser multimídia e estar sempre bem informado e procurar se especializar cada vez mais.
E a família? É quem me dá base e incentivo para alcançar meus objetivos. Toda minha família é muito importante para mim, sempre fomos companheiros. E minha mãe é um exemplo disso, pela garra e determinação.
Como foi a adaptação? Os primeiros meses foram bem difíceis em função da distância. Para que o tempo passasse me concentrei no trabalho, ainda mais que necessitava de uma adaptação rápida devido ao jornal. Sentia-me uma forasteira, mais precisei correr contra o tempo para conquistar minhas fontes. Lembrava sempre de um dos meus grandes amigos, o Glauber Pereira, editor do Minuano, quando ele falava em aula que não poderíamos ter vergonha de perguntar, eu ficava incomodando os colegas de outros veículos para identificar as pessoas. Hoje tenho a sensação de que moro aqui há muito mais tempo, porque fui muito bem acolhida pelos catarinenses.
Em relação ao clima e aos costumes existem muitas diferenças em relação à Bagé? O clima por aqui é bem agradável, nem perto do frio que faz em Bagé, a temperatura mais baixa chegou a 6º graus. Os costumes também se diferem do Rio Grande do Sul, como exemplo, a culinária é típica da colonização italiana principalmente, na região Sul do Estado. Outro fator é que estamos em um Estado repleto de praias, as pessoas cuidam muito do visual, tanto homens, conhecidos como Metrosexuais quantos as mulheres, eles estão sempre vestidos para festa. Não que os gaúchos não cuidem da aparência, mas se sente a diferença. Além do estilo de cidade grande que Criciúma tem, tipo aqui as pessoas saem cedo para a balada, se encontram em barzinho, o que não é costume em Bagé.
Se pudesse escolher entre Bagé e a cidade que moras hoje escolherias... Hoje minha vida é aqui. Amo a cidade onde nasci e me orgulho de ser gaúcha e bajeense. Deixei grandes amigos, mas infelizmente, na minha profissão não me oferece oportunidades. Criciúma e região são repletas de empresas, indústrias, o que abre um leque de caminhos para assessoria de imprensa, que é uma das coisas que gosto de fazer. Outra vantagem é o custo de vida, barato, no momento, é aqui que pretendo construindo um futuro e crescer profissionalmente.
Fora o teu lado profissional o que mais gostas na cidade onde moras? São tantas coisas: de poder estar próxima ao mar, o que me traz tranqüilidade, dos amigos, resumindo minha vida tomou outro rumo desde que vim pra cá.
Imaginava sair de Bagé, ou aconteceu por acaso? Quando iniciei o curso de Jornalismo tinha a consciência de que o meu futuro seria fora de Bagé. Nos últimos meses comentei até com alguns colegas que gostaria de morar em Santa Catarina. Reconheço que fiquei surpresa, tudo aconteceu muito rápido, minha vida deu uma guinada de 360 graus. Mas não me arrependo, me considero uma pessoa de sorte, principalmente por que o mercado de trabalho está saturado de bons profissionais e tem muita gente procurando emprego.
Pretendes ficar ou voltar para o Sul? Não gosto de fazer planos. Deixo que as coisas aconteçam, claro que vou buscar sempre o que for melhor profissionalmente. Se pintar uma grande oportunidade, abraço e vejo como mais uma etapa a ser vencida. Quem sabe o mestrado seja no Sul, mas isso independe que eu permaneça por aqui.
Sentes saudades da “terrinha”? Do que, por exemplo? O que fazias lá que não podes fazer aí? Da reunião com os amigos, na vida temos vários tipos, os da infância, os quando adolescentes e os que deixam uma grande saudade, os que lutam no dia-a-dia por um denominador comum, a profissão. Os colegas de faculdade são eternos, como dizia o Orlando Brasil, éramos dezessete mulheres cada uma com seu jeito, umas intempestivas, outras mais doces, mas todas com um objetivo ser profissional. Foram noites e noites, inesquecíveis, eu, a Rochele e a Jose, as inseparáveis, também a Marina, a Mirela, e todas as outras que tenho um grande carinho. Hoje, nossos destinos estão traçados em novos caminhos, para que no amanhã contarmos para nossos filhos a nossa história.

Comments:
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