sábado, outubro 15, 2005

 

Entrevista Larissa Leonardi Lara



Nome: Larissa Leonardi LaraData de nascimento: 16/10/1980Onde você mora?Estou morando em CriciúmaS/C, vim para cá um mês após a minha formatura em Jornalismo(em São Leopoldo, na Unisinos), junto com o meu noivo Carlos. Tentar a vida!O Mercado de trabalho em Bagé? Infelizmente, Bagé é uma cidade que oferece poucas oportunidades de emprego. Mesmo quem tem curso superior e uma profissão não é valorizado financeiramente, como merece. Sempre disse que gostaria de seguir minha carreira profissional em outro lugar, por Bagé não oferecer boas condições de emprego.Como foi a adaptação? Durante o tempo que vivi em Porto Alegre, tudo correu naturalmente. Claro que no começo senti muita falta de casa, da comida da mamãe, tudo prontinho. Quando a gente sai de casa é que dá valor para as coisas simples que a gente tinha antes, como uma roupinha lavada e passada, sem precisar tocar a mão em nada. Quando vim morar em Criciúma a coisa foi bem diferente. Fiquei desempregada 4 meses, depois que cheguei aqui não me adaptava a cidade, muito menos as pessoas. Achava todo mundo ignorante e muito pouco receptivo. Apesar de ser tão perto do nosso estado (Criciúma fica a 290 km de POA e a 90 km de Torres) tudo é muito diferente. Na verdade, o melhor lugar do mundo é aquele onde a gente nasceu. Claro que agora esta impressão já passou, fizemos boas amizades aqui.Clima e costumes: O clima é o seguinte: no verão faz um calor insuportável e no inverno é bem friozinho, mas claro, nem se compara ao frio que temos em Bagé. Existem diferenças de costumes, da comida, do palavriado. Aqui por exemplo ninguém sabe o que é um estojo, todos chama de penal. Vale transporte o povo chama de mensal. Da mesma forma que eles não sabem o que é negrinho, guisado, e dão risada quando a gente fala cacetinho.Criciúma ... é uma cidade um pouco maior que Bagé (180 mil habitantes), porém muito rica, desenvolvida, não existe tanto desemprego, as oportunidades são maiores e melhores. O custo de vida também é bem acessível. Mesmo tendo ficado 4 meses desempregada logo que cheguei, nunca mais me faltou emprego e já cheguei a trabalhar em 3 locais ao mesmo tempo. Hoje sou assessora de imprensa em uma escola que tem o ensino fundamental e médio, cursos técnicos (13 cursos) e faculdade (07 cursos de graduação) . O Lazer? Apesar de muitas vantagens, Criciúma é meio fraca no quesito lazer. A coisa boa é que é muito próxima do Litoral. Mas não tem muitas festas, praças, essas coisas assim. O pessoal viaja muito pra se divertir, vai pra Serra, Florianópolis, outras praias maravilhosas que existem por aqui. Mas isto não é pra todo mundo não, é só para quem "pode".Pretendes voltar? Com certeza um dia quero voltar, gostaria que fosse ainda bem jovem, mas acredito que ficará para depois da aposentadoria.Saudades? Da minha mãe e irmã que ficaram em Bagé. Da "Sete de Setembro" por exemplo, onde todo mundo se encontra, se reúne, se diverte, de graça. Aqui tu tem que ir para um shopping ou um barzinho, o que significa que terás que desembolsar alguma graninha, porque dificilmente alguém senta num bar e não pede nada. Também não tem um bar que dê pra dançar, com música ao vivo, com pagode, MPB, como tinha o Point (eu sou da época do Point) ou do Monopólio, que tinha no Comercial. É bem raro este tipo de som por aqui. Os criciumenses AMAM Vanerão, hip hop e técno, e como não gosto de nenhum destes 3 ritmos, fico meio sem opção.
Na minha opinião, tirando há questão do desemprego, acho que Bagé é uma cidade ótima para se viver, conclui Larissa.

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