sexta-feira, março 31, 2006

 

Roseli Martins dos Santos

Rosele Martins dos Santos
Orgulho da terra nata

lCom entusiasmo e alegria, nossa conterrânea que está morando a um ano em Londres relembra
um pouco da sua história, a época que morou perto do estádio Pedra Moura a mudança para a José
Otávio. “Foram tempos ótimos”explica com bastante emoção. Estudava no Auxiliadora, tinha muitos amigos na vizinhança. Brincava muito na casa dos avós maternos, Branca Celeste e Vilmarino Martins, que moram até hoje na Barão do Itaqui, em
frente a rodoviária. Quando pequena, andava de bicicleta por aquelas ruas ali perto, comprava
revistinhas no Gigio, se divertia vendo as partidas e chegadas dos ônibus . Em junho de 1986, mudou-se com os pais para Porto Alegre, na busca de melhoras nos negócios
da família, o pai é comerciante e as coisas começaram a ficar difíceis.Trocou de cidade, de colégio ... Não foi uma mudança fácil. Sentia falta da liberdade de andarnas ruas de Bagé, dos colegas, dos amigos. Mas aos poucos apaixonou-se por Porto Alegre. Hoje,
é fã incondicional da nossa Capital.Em 1993 concluiu o segundo grau e logo em seguida foi aprovada no vestibular para Jornalismo.
Formada pela PUCRS, em 1997 foi selecionada para o XV Curso Abril de Jornalismo em
Revistas, da Editora Abril, ficou dois meses em São Paulo. De volta para
Porto Alegre, trabalhou dois anos como correspondente do grupo no Rio Grande do Sul.Assinou reportagens para diversas revistas da empresa, como Veja, Casa Cláudia,
Arquitetura & Construção e Boa Forma. Em julho de 2000, recebeu uma proposta detrabalho do jornal Zero Hora e tornou-se editora assistente do Caderno Casa&Cia, que circula
todas as terças-feiras.Depois de quase cinco anos trabalhando na Zero Hora, resolveu passar um tempo fora do país.
Pediu licença do jornal, foi para Londres em abril de 2005. O inglês agora esta afiado -ganhou certificado em nível de proficiência - e o passaporte tem novos carimbos. Além da
Inglaterra, Irlanda, Itália e Franca, que já conhecia, esteve na Espanha, na Escócia, no País de
Gales, na Holanda e em Portugal. “Uma experiência única, inigualável” completa ela, satisfeita.
Mais difícil do que ficar quase um ano longe do jornalismo - apesar de ter enviado algumas
reportagens para o Brasil, como quando Londres sofreu os ataques terroristas de 7 de julho -
foi não ter a família por perto. Chorava cada vez que via seus pais, irmãos e sobrinhos pela
webcam, na internet. Mas mesmo assim, acredita que valeu demais a temporada no Exterior.Em Londres, conheceu muitos brasileiros dos mais diversos estados, e sempreexplicando que nasceu em uma cidade chamada “Rainha da Fronteira”. “Bagé está super
conhecida entre a comunidade brasileira na Inglaterra!” observou alegremente. A rotina de
trabalho em jornal, em que seguidamente está de plantão em finais de semana e feriados, faz
que Rosele tenha menos tempo do que gostaria para ir a Bagé. Em agosto de 2004, esteve na
cidade para a festa de 80 anos de seu avô e ficou muito feliz, “a cidade estava limpa, bonita,
desenvolvida” conclui a jornalista.
Ela retorna para Porto Alegre no final de janeiro de 2006, quando acaba sua licença.

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