sexta-feira, março 31, 2006

 

Lucimara Andréia Moreira Raddatz

Lucimara Andréia Moreira Raddatz – Lucinha -
Mimos com limites
Sua infância foi tranqüila. Aos 13 anos foi surpreendida com a perda repentina da mãe. Sorte foi ter um pai, um irmão e um tio maravilhoso, diz. “Família, de uma forma geral, é o porto seguro que nunca falha” conforta-se. Os amigos também tiveram muita importância na vida dessa bageense, pois a “adotaram”, se tornando filha um pouco de cada um.
Em 1999, se formou em Direito pela URCAMP, em julho de 2000, corta o cordão umbilical e muda-se para Porto Alegre, pela primeira vez saía de casa. Na capital, cursou especialização em Direito Civil e Direito Processual Civil. Mas foi em Bagé, através do convite da Ana Carina Mendes Souto, que surgiu a possibilidade de residir no Estado do Tocantins.
Em fevereiro de 2002, pediu dispensa no seu trabalho em Porto Alegre, na época trabalhava na FESISMERS e foi para Palmas.
Lá começou a trabalhar num escritório de advocacia que representa a Brasil Telecom no Estado. Viajou muito, conheceu o estado quase todo fazendo audiências.
Apesar do calor e da alimentação muito diversificada, Lucimara diz estar completamente adaptada aos novos costumes. Palmas era uma fazenda, foi uma cidade literalmente construída, então tem influências muito variadas, pessoas de todas as culturas e costumes. Existem muitas frutas diferentes, tipo açaí, cupuaçu, bambu, tamarindo, graviola, cajá... mas, sente saudades do pêssego, do morango, da laranja...
Levada pela possibilidade de obter uma ascensão profissional mais rápida, já que na área que atua, o mercado em Bagé encontra-se saturado, o reconhecimento do seu trabalho foi umas das coisas mais decisivas para permanecer longe dos amigos e da família.
Em Tocantins as pessoas são muito receptivas, muitos gaúchos residem no estado e geralmente são unidos, inclusive tem CTG. A cidade é bonita, limpa e bem cuidada.
Quatro meses depois de ter chegado, foi chamada na Defensoria Pública para trabalhar na Assessoria da Diretoria, ficou no cargo até dezembro de 2003 quando foi transferida para Guaraí, onde ficou responsável administrativa pela Defensoria daquela Comarca e lecionava na Faculdade – FAG.
Recentemente, foi aprovada no concurso de Analista Técnica Jurídica do Estado, chamada para assumir no dia 14 de novembro, voltando para Palmas.
A saudade da família e dos amigos é muito grande, saudades também de tomar vinho no frio, preparando jantar e jogando carta, de usar cachecol e botas com meias grossas, das idas e vindas na Av. Sete, de tomar chimarrão domingo, das festas que são inigualáveis, das pessoas que são muito bonitas de modo geral. “ Mas, como saudade só temos do que é bom, fico feliz por ter essa mala de boas recordações da terrinha” finaliza Lucinha.

 

Roseli Martins dos Santos

Rosele Martins dos Santos
Orgulho da terra nata

lCom entusiasmo e alegria, nossa conterrânea que está morando a um ano em Londres relembra
um pouco da sua história, a época que morou perto do estádio Pedra Moura a mudança para a José
Otávio. “Foram tempos ótimos”explica com bastante emoção. Estudava no Auxiliadora, tinha muitos amigos na vizinhança. Brincava muito na casa dos avós maternos, Branca Celeste e Vilmarino Martins, que moram até hoje na Barão do Itaqui, em
frente a rodoviária. Quando pequena, andava de bicicleta por aquelas ruas ali perto, comprava
revistinhas no Gigio, se divertia vendo as partidas e chegadas dos ônibus . Em junho de 1986, mudou-se com os pais para Porto Alegre, na busca de melhoras nos negócios
da família, o pai é comerciante e as coisas começaram a ficar difíceis.Trocou de cidade, de colégio ... Não foi uma mudança fácil. Sentia falta da liberdade de andarnas ruas de Bagé, dos colegas, dos amigos. Mas aos poucos apaixonou-se por Porto Alegre. Hoje,
é fã incondicional da nossa Capital.Em 1993 concluiu o segundo grau e logo em seguida foi aprovada no vestibular para Jornalismo.
Formada pela PUCRS, em 1997 foi selecionada para o XV Curso Abril de Jornalismo em
Revistas, da Editora Abril, ficou dois meses em São Paulo. De volta para
Porto Alegre, trabalhou dois anos como correspondente do grupo no Rio Grande do Sul.Assinou reportagens para diversas revistas da empresa, como Veja, Casa Cláudia,
Arquitetura & Construção e Boa Forma. Em julho de 2000, recebeu uma proposta detrabalho do jornal Zero Hora e tornou-se editora assistente do Caderno Casa&Cia, que circula
todas as terças-feiras.Depois de quase cinco anos trabalhando na Zero Hora, resolveu passar um tempo fora do país.
Pediu licença do jornal, foi para Londres em abril de 2005. O inglês agora esta afiado -ganhou certificado em nível de proficiência - e o passaporte tem novos carimbos. Além da
Inglaterra, Irlanda, Itália e Franca, que já conhecia, esteve na Espanha, na Escócia, no País de
Gales, na Holanda e em Portugal. “Uma experiência única, inigualável” completa ela, satisfeita.
Mais difícil do que ficar quase um ano longe do jornalismo - apesar de ter enviado algumas
reportagens para o Brasil, como quando Londres sofreu os ataques terroristas de 7 de julho -
foi não ter a família por perto. Chorava cada vez que via seus pais, irmãos e sobrinhos pela
webcam, na internet. Mas mesmo assim, acredita que valeu demais a temporada no Exterior.Em Londres, conheceu muitos brasileiros dos mais diversos estados, e sempreexplicando que nasceu em uma cidade chamada “Rainha da Fronteira”. “Bagé está super
conhecida entre a comunidade brasileira na Inglaterra!” observou alegremente. A rotina de
trabalho em jornal, em que seguidamente está de plantão em finais de semana e feriados, faz
que Rosele tenha menos tempo do que gostaria para ir a Bagé. Em agosto de 2004, esteve na
cidade para a festa de 80 anos de seu avô e ficou muito feliz, “a cidade estava limpa, bonita,
desenvolvida” conclui a jornalista.
Ela retorna para Porto Alegre no final de janeiro de 2006, quando acaba sua licença.

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